Por muitos anos, escolher um imóvel significava colocar fatores como localização, preço, metragem, número de quartos, vagas de garagem e infraestrutura na balança.
E claro que esses critérios continuam tendo grande importância para essa escolha, mas a forma de avaliar o que significa viver bem está mudando.
Hoje, quem busca um novo imóvel também quer saber como ele pode contribuir para sua rotina, seu conforto e sua qualidade de vida. E é exatamente nesse contexto que o conceito de wellness ganha espaço no mercado imobiliário, deixando de ser apenas uma tendência para se tornar uma característica capaz de influenciar a decisão de compra.
O que o wellness representa no mercado imobiliário?
No mercado imobiliário, o conceito de wellness está relacionado diretamente ao desenvolvimento de espaços que favorecem o bem-estar físico e mental dos moradores.
Na prática, isso pode aparecer de diversas formas: áreas verdes, iluminação natural, espaços para atividade física, ambientes de convivência, conforto acústico, espaços de descanso e soluções que tornam a rotina ainda mais prática e tranquila.
Ou seja: não se trata de adicionar uma academia ou uma piscina no condomínio e chamar o empreendimento de wellness. A verdadeira proposta é entender como o espaço influencia a experiência de quem vive nele.
Essa mudança no mercado acompanha uma transformação no comportamento do consumidor. O imóvel deixa de ser avaliado somente como um edifício e passa a ser observado também pelo que ele proporciona no dia a dia.
Mas afinal, o que o comprador de hoje está procurando?
É claro que a resposta não é igual para todo mundo e esse é um dos pontos mais interessantes da pesquisa que a Brain Estratégia realizou.
O conceito de bem-estar muda (e muito) de acordo com o perfil do consumidor.
Para o público mais jovem, academias e estruturas esportivas podem ter maior peso na escolha.
Já entre consumidores mais maduros, características como isolamento acústico e conforto interno ganham grande importância.
Sendo assim, um empreendimento pode ter piscina, academia, salão de festas, espaço gourmet e diversas outras áreas de lazer, mas isso, por si só, não significa que ele tenha uma proposta de wellness.
O conceito é muito mais amplo!
A orientação do projeto, a entrada de luz natural, a presença de áreas verdes, o conforto térmico e acústico, a possibilidade de praticar atividades físicas e até a existência de espaços que favoreçam momentos de pausa e descanso podem contribuir para uma experiência de moradia mais voltada ao bem-estar.
E pra você que está procurando um novo imóvel?
Além de perguntar sobre metragem, localização, condomínio e preço, vale observar e analisar:
– Como é a iluminação natural do imóvel?
– Existe contato com áreas verdes?
– O empreendimento oferece espaços que realmente combinam com sua rotina?
– Há soluções para conforto acústico?
– As áreas comuns são funcionais ou apenas chamam atenção na apresentação?
– O projeto facilita hábitos que você considera importantes para o seu bem-estar e qualidade de vida?
Essas perguntas ajudam a transformar o conceito de wellness em algo verdadeiramente concreto. Porque, na prática mesmo, o bem-estar não é igual para todo mundo.
Fonte: Brain Inteligência Estratégica
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