Tudo o que você precisa saber sobre os custos da compra de um imóvel


Muitos compradores se surpreendem ao descobrir algumas taxas que envolvem a aquisição de um novo imóvel. ITBI, escritura, registro e outros encargos, que podem somar até 10% do valor do bem – e precisam fazer parte do seu planejamento financeiro desde o início.


A compra de um imóvel envolve uma série de obrigações tributárias e cartoriais que são previstas em lei. Ignorar esses custos é um dos erros mais comuns de quem está adquirindo o primeiro imóvel. Por isso, neste blog iremos abordar todas as taxas que podem surgir durante uma negociação. 


Em termos práticos, para um imóvel de R$ 500.000, os custos extras podem chegar a R$ 35.000, dependendo do estado e das condições da transação.


ITBI (Imposto municipal)

De 2% a 3% do valor do imóvel


ESC – Escritura pública

A depender da tabela do cartório (TUSS)


REG (Registro de imóveis)

A depender da tabela estadual


ITBI: o imposto que todo comprador paga


O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é cobrado pelo município onde o imóvel está localizado. Ele irá aparecer sempre que ocorrer uma transferência de propriedade entre pessoas vivas (inter vivos). Este é um dos impostos de responsabilidade do comprador.


Como é calculado o ITBI?

A alíquota varia de município para município, mas geralmente fica entre 2% e 3% sobre o valor venal (estimativa de preço de um imóvel) ou o valor declarado na escritura. O maior entre os dois costuma ser adotado como base de cálculo.


Alíquota de Curitiba (PR)

– 2,7%


Imóveis financiados: quando há financiamento bancário, o ITBI é cobrado em duas partes; uma sobre o valor financiado e a outra sobre o valor de entrada.


Escritura pública: obrigatória e com custo variável. 

A escritura pública de compra e venda é um documento lavrado em cartório que formaliza a negociação entre o comprador e o vendedor. Sua obrigatoriedade está prevista no Código Civil para imóveis acima de 30 salários mínimos.


Quanto custa a escritura?

Os valores são tabelados pelo Tribunal de Justiça de cada estado (tabelas TUSS) e variam de forma proporcional ao valor do imóvel. A média nacional fica entre 2% a 3% do valor do bem, podendo incluir taxas adicionais por autenticações e certidões.


Registro de imóveis: a etapa que garante a propriedade

Ter a escritura em mãos não torna você legalmente dono do imóvel. É o registro no Cartório de Registro de Imóveis que transfere a propriedade de forma definitiva e pública.


Custo do registro

Assim como a escritura, o registro segue as tabelas estaduais e geralmente representa entre 0,5% e 1% do valor do imóvel.


Agora que você já sabe os custos que envolvem a negociação, quer entender melhor como se planejar para essa compra? 

– Reserve entre 5% e 8% do valor do imóvel que você busca exclusivamente para custos de transferência.

– Pesquise as alíquotas do ITBI no site da prefeitura do município onde pretende comprar.

– Verifique isenções disponíveis: primeiro imóvel pelo FGTS, programas habitacionais e imóveis de determinados valores podem ter reduções no ITBI.

– Inclua esses valores no cálculo do financiamento: eles geralmente não são financiáveis.


Regra prática: ao calcular se um imóvel cabe no seu orçamento, sempre some ao preço de venda os custos de aquisição. Um imóvel de R$ 500 mil pode custar, na prática, entre R$ 525 mil e R$ 545 mil para quem compra à vista.


Ainda tem dúvidas sobre os custos na compra do seu imóvel?

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O Centro de Curitiba está voltando melhor do que nunca!

A Prefeitura de Curitiba lançou um pacote histórico de incentivos para a revitalização da região central. Mas você sabe o que isso significa para quem quer comprar, investir ou morar no coração da cidade? Confira no blog abaixo!


Programa “De Volta ao Centro”


Se você está por dentro das novidades do mercado imobiliário curitibano, provavelmente já ouviu falar no programa “De Volta ao Centro”. Mas muita gente ainda não tem noção da dimensão real do que está sendo colocado em prática e o quanto isso representa em oportunidade para quem compra, investe ou pretende morar na região central.


O que é o “De Volta ao Centro”?


Criado pela Prefeitura de Curitiba, o programa tem uma visão clara: até 2050, o Centro de Curitiba deve ser um lugar vibrante, acessível e acolhedor, que integra moradia, trabalho, cultura e lazer.


A Prefeitura não manteve essa promessa apenas no discurso. No mês passado (março de 2026), cinco decretos regulamentadores foram publicados antes mesmo dos prazos previstos, colocando em vigor uma série de incentivos fiscais, construtivos e até subvenções econômicas diretas para quem investir na região.


Mas, afinal, onde fica a oportunidade para o investidor?


O programa tem como objetivo dividir o Centro em setores com incentivos próprios. Isso é importante porque não estamos falando de um benefício genérico, mas sim de um planejamento onde cada área tem um perfil de uso fomentado e condições específicas de aproveitamento.


  • Setor de Baixa Emissão (SBE): foco em mobilidade ativa, retrofit, requalificação de patrimônios históricos, hotelaria e habitação. Incentivos para soluções construtivas sustentáveis e economia criativa. 
  • Setor Histórico (SHBE): núcleo cultural, criativo e turístico. Incentivos para requalificação do patrimônio histórico e economia criativa.
  • Setor Rodoferroviária (SRF): integração física e funcional à região central. Incentivo à hotelaria, cultura, educação e serviços. 
  • Setores de Transição 
  • ST1: setor com caráter funcional – equipamentos institucionais, educacionais e de saúde (UFPR + HC). Incentivo à hotelaria, habitação, comércio e serviços de pequeno porte. 
  • ST2: preservação do equilíbrio urbano e dinâmica existente. 
  • ST3: ativação urbana do setor, respeitando as características já existentes. Incentivo à habitação e usos de menor escala. 
  • ST4: requalificação de área degradada, ampla infraestrutura e ativos estratégicos (Mercado Municipal e Rodoferroviária).
  • Eixos prioritários
  • XV de Novembro: foco na mobilidade, convivência urbana, diversificação de uso e ativação cultural. 
  • Barão – Riachuelo: território da memória, articulação do patrimônio histórico, economia criativa e convivência urbana. 
  • Teatro Guaíra – S. Francisco – Jaime Reis: corredor cultural e educativo com incentivo à economia criativa e equilíbrio entre cultura, habitação e turismo.  
  • Saldanha Marinho: preservação da escala urbana, tecido histórico, estímulo à criatividade e cultura e requalificação de espaços públicos e edificações estratégicas.

Aqui, os incentivos mudam a conta do investimento!

Esse é o ponto que mais interessa a quem pensa em comprar ou desenvolver imóveis na região. São R$ 133 milhões em incentivos fiscais!


Boa parte desses incentivos gira em torno do conceito de retrofit – a modernização e requalificação de edificações já existentes sem a necessidade de derrubá-las. Isso dá espaço para uma estratégia muito interessante: adquirir imóveis antigos no Centro, reformá-los com os incentivos do programa e gerar ativos valorizados, seja para venda ou para locação.


E para quem quer morar no Centro?

O programa também é uma excelente notícia para quem está em busca de imóvel residencial na região. Com mais empreendimentos sendo viabilizados pelos incentivos, a tendência é de um aumento na oferta de unidades de qualidade, e os primeiros compradores de unidades em projetos de retrofit ainda têm vantagem nas alíquotas de ITBI.


Além disso, o programa também prioriza usos que tornam o Centro mais habitável e prático: gastronomia, cultura, lazer, comércio de proximidade e ensino. Morar perto de tudo isso, com descontos fiscais, é uma combinação que raramente aparece ao mesmo tempo.


Como se antecipar?

O programa está em plena implementação agora. Os chamamentos públicos para subvenção econômica serão lançados em breve, e alguns incentivos fiscais têm prazo para solicitação. Quem se mover primeiro tem acesso às melhores condições e ao maior leque de opções de imóveis disponíveis.


Se você tem interesse em comprar, investir ou até apenas entender melhor quais oportunidades fazem sentido para o seu perfil, este é o momento de conversar com quem conhece o mercado da região.


Quer explorar oportunidades no Centro de Curitiba?


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